Protocolo de Atenção à Saúde dos Trabalhadores expostos a Agrotóxicos

1. INTRODUÇÃO.

Os agrotóxicos1 estão entre os mais importantes fatores de risco para a saúde dos trabalhadores e para o meio ambiente. Utilizados em grande escala por vários setores produtivos e mais intensamente pelo setor agropecuário, são ainda utilizados na construção
e manutenção de estradas, tratamentos de madeiras para construção, indústria moveleira, armazenamento de grãos e sementes, produção de flores, combate às endemias e epidemias, como domissanitários etc. Enfim, os usos desses produtos excedem em muito
aquilo que comumente se reconhece.

Dentre os trabalhadores expostos destacam-se, além dos trabalhadores rurais, os da saúde pública, de empresas desinsetizadoras, de transporte, comércio e indústria de síntese. Ressalte-se ainda, que a população em geral também está exposta, seja através de
resíduos em alimentos, de contaminação ambiental ou acidental. Os gastos mundiais com agrotóxicos crescem continuamente. Passaram de US$ 20 bilhões em 1983 para US$ 34,1 bilhões ao longo dos anos 90. A América latina é a região onde mais cresceram as vendas. No Brasil, foi observado importante aumento de vendas nos anos 90 passando de 1,0 bilhão de dólares em 1990, para 2,18 bilhões de dólares em 1997 7,19. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola (SINDAG), em 2001, o Brasil foi o oitavo país consumidor destes produtos, com 3,2 kg/ha de agrotóxicos. À sua frente estavam Holanda, Bélgica, Itália, Grécia, Alemanha, França e Reino Unido.

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